MARIA MALUCA

FICHA ARTÍSTICA  

PESQUISA Maria João Miguel e Ana Limpinho

TEXTO E DRAMATURGIA Hugo Sovelas e Maria João Miguel 

ENCENAÇÃO Hugo Sovelas  

INTERPRETAÇÃO Maria João Miguel 

CENOGRAFIA E FIGURINOS Ana Limpinho 

ASSISTÊNCIA DE CENOGRAFIA Hugo Limpinho

MÚSICA Adriano Filipe 

OPERAÇÃO TÉCNICA Hugo Santos

VOZ OFF – Augusto Pinto, Avelino André, Ilda Brito, Natália Falé e Raul Falé

PRODUÇÃO Teatro da Maluca

TEMPO DE DURAÇÃO 60 minutos 

PÚBLICO-ALVO maiores de 6 anos

ESTREIA 6 de Dezembro de 2025

APOIOS: Câmara Municipal de Loures, Junta de Freguesia de Loures, Fundação GDA, Fundação INATEL, OndaGrafe e Grupo União Lebrense

Digressão Saloia

6 Dezembro 21h – G. U. Lebres (A-das-Lebres)

7 Dezembro 16:30h – G. U. Lebres (A-das-Lebres)

20 Dezembro  21h – Teatro da Maluca (Loures)

21 Dezembro 16:30h – Teatro da Maluca (Loures)

Entrada livre sujeita à lotação da sala.

Reservas: geral@gmail.com / 91 850 34 97

Em meados do século passado, mesmo no centro de Loures, viveu uma mulher cujo nome foi esquecido e substituído por “Maluca”. Os miúdos, entre si, avisavam: “Não vás ao Campo da Maluca, cuidado com a Maluca…” Mas afinal quem foi a “Maluca”? 

Este espetáculo resulta da investigação sobre a vida da mulher que veio a dar, popularmente, o nome de “Campo da Maluca” ao atual Largo Marcos Romão dos Reis Júnior e, consequentemente, o nome ao nosso Teatro.

Mas afinal… quem foi a “Maluca”? Quem foi esta mulher que ficou na memória de todos os Lourenses e de quem ainda falam com tanto entusiasmo?

Quisemos saber e fomos à procura, conversando e convocando as gentes de Loures para esta pesquisa. Chamavam-lhe “Maluca” pela forma particular como se zangava com os rapazes que jogavam à bola no descampado junto à sua casa, forma esta que teve um impacto grande na memória coletiva.

Mas quem foi esta mulher? É entre a memória e o mito que nasce este espectáculo que nos fala desta – chamemos-lhe “Maria” – mas também de tantas outras Marias por essas terras fora. Marias que lutaram contra a pobreza, que trabalharam de sol a sol e que se irritaram com os rapazes que sujavam os lençóis que tanto trabalho lhes dava lavar.

Maria viveu até aos anos 50, era lavadeira, como muitas mulheres da região saloia. Solteira, solitária, rabugenta e malcriada, Maria é o retrato de um país pobre, onde os mais frágeis são esquecidos e deixados à sua sorte, mas também é o retrato de quem traçou o seu caminho, independentemente das pressões sociais.

Com este espetáculo queremos falar da vida em comunidade e da emancipação da mulher, apelando à reflexão sobre o contexto mundial em que vivemos, alertando para a urgência em combater as desigualdades de género, bem como, as desigualdades de todos os géneros.